segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Soy mi propio corazón


Não adianta, é cíclico este tal de amor. Você começa amar desde cedo. Percebe o sentido dele a cada dia. Alguns querem se isolar, mas uma hora ele te encontra, tenha certeza disso. 

Outros, gabam-se de ter no currículo grandes histórias de amor. Sinto lhes informar, vocês não devem ter encontrado aquele amor matador ainda. 

Não é tal fácil assim encontrá-lo. Por isso, um camarada só não pode monopolizar todos para si. Tem também aqueles sujeitos que gostam da superficialidade, não querem se apegar, se dizem fortes, não querem se derreter por alguém, não pegaria bem. 

Lamento também informar. Você pode se privar por um tempo, mas o amor é esperto e vai te passar a perna, cedo ou tarde. 

Seu universo vai mudar e todas estas besteiras que você diz e usa para se esconder não vão mais fazer sentido. 

E você vai se ver na seguinte situação relatada pela música da banda Vanguart, procurando uma louca igual a você por aí.  

"ando pelas ruas esperando
que venha alguma louca
mais louca ainda que eu
alguém como eu..."


Fato e ponto final. 

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Do contexto atual?



Cabeças sustentadas por ideias impensáveis, passo a vez. 
Autores perturbados por ideais intangíveis, almejo.
Ausência de passos ágeis na multidão, procuro.
Descaso político, escândalos, ruas cheias de revolta, participo.
Tristeza, desamor, procuro fugir.
Solidariedade constante, tento.
Miséria humana, sou representante.
Do contexto atual, quero a fuga, a participação ativa. 
Dualidade desmedida, ação e inércia, voz e silêncio.

Tudo de cada vez, no momento certo. Pode ser.

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

I Believe in Love


 



Estava pensando em quando a vi pela primeira vez. Flutuando como uma miragem pela rua. Fique sem palavras, nem expressão. Durante uma semana, só pensava em vê-la novamente. 

Cheguei até a pensar que ela era fruto da minha imaginação. Só que, então, ela surgiu novamente para mudar tudo. E quase que por mágica, quis saber de mim. 

Quem eu era, meus passos, meus ídolos, meus sons, meu sorriso. E eu, mesmo sem merecer, acreditei em tudo de bom que iríamos viver a partir daquele momento. 

Toda aquela coisa boba do amor fez sentido para mim. Sem nenhuma palavra, ela veio até mim como se fosse isso o que ela deveria fazer a vida toda.

Ele apareceu na minha vida há um tempo, mas nunca havia olhado para mim. Até achei que estivesse com o coração ocupado. Mas um dia tudo mudou, eu senti. 

Não precisa explicar, senti seus lábios tremendo, suas mãos suadas e sua expressão agitada. Quis correr em sua direção e dizer tudo o que sentia. Porém, me contive. 

Tive medo de assustá-lo. Me refugiei em meus sonhos e expectativas, idealizado tudo. Quando cansei de tudo aquilo, percebi que estava perdendo a realidade. 

Todo o nosso amor que nos unia estava lá para ser vivido. Parti para seus braços sem dizer nada. Ele entendeu tudo. Também não disse nada. E tudo fez sentido. 



quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Simplicidade


A casa dos meus avós está desaparecendo. A cada dia, ela cede um pouco. Um tijolo que está fora do lugar, uma telha que não existe, mais casas de aranha que surgem no canto da parede. 

O cheiro de antigo concede uma aura especial aquele lugar que antigamente era habitado de amor. Eles não estão mais  aqui, mas ao redor é possível captar todo amor que existiu. 

Mesmo que ninguém habite mais esta morada. Não é difícil fechar os olhos e se transportar para um tempo em que havia vida ali. 

Criança correndo descalça atrás das galinhas no quintal. Menino roubando manga do vizinho, outros nadando no riacho com água translúcida. 

Os avós aproveitando as férias da molecada para matar a saudade e plantar alegria em seus corações, ensinando a maior riqueza que pode existir nesta vida. 

A noitinha, era vez de comer comida feita no fogão de lenha, iluminados pela luz do luar e pela boa moda de viola. Eita saudade. É muito amor para o tempo ou qualquer coisa apagar.



terça-feira, 11 de agosto de 2015

Ela sempre soube


Assim frágil, cheguei.
Delicada, mas radiante.
Por fora: pequena e imperceptível.
Por dentro: forte como um leão.
Incoerência presente no nome:
Flor de Liz. 
Cheiro de medo, coragem presente.
Assim foi após a tomada de decisão.
Voar, sem saber, só para ver que podia ser
mais, mesmo que ninguém acreditasse.
Procurando no desconhecido a
confirmação

de sua principal característica enraizada
e esquecida. Coragem se fez, enfim.
Delicada, frágil, forte e corajosa.
Um misto.
Acima de tudo, e mais importante:
provou ser humana. 

Tiê - Passarinho

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

I can forget about myself



"Eu quis te conhecer, mas tenho que aceitar
Caberá ao nosso amor o eterno ou o não dá
Pode ser cruel a eternidade
Eu ando em frente por sentir vontade.
Eu quis te convencer mas chega de insistir
Caberá ao nosso amor o que há de vir
Pode ser a eternidade má
Eu ando em frente por sentir saudade".


 Quando o conheci,    um sentimento me fez
perceber que poderia caber tanto amor no coração. 
De forma tão instantânea, minhas mãos começaram a suar,
meu coração palpitar, meu mundo rodar, meus olhos buscando
o desconhecido que provocara aquilo tudo. Sem explicação
racional para tentar explicar aquilo tudo. Me questionando
 como era possível sentir saudade de algo que
nunca vivi antes. E saborear cada instante 
como se fosse 
o último.

Até hoje não    achei resposta,
desisti de procurar. Resolvi me inebriar
 em tanto sentimento bom. Sem dúvidas
 sobre o amanhã, sem questionamentos 
sobre sua veracidade, sem resgatar 
tristezas guardadas
no fundo
do
peito. 

Sem arrependimento,
querendo mudar, ser melhor
a cada dia. Não pelo outro,
mas por mim mesma.
Todo amor de verdade
 nos transforma
para
melhor.  

E eu dancei  com o
desconhecido, sem reservas,
sem pesar. Rodei pelo salão, de
olhos fechados, com a alma pronta
para aceitar o amor do outro. 
Sem esperar nada 
em troca.