segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

É preciso viver o verão




Então, eles se divertiam. Não existia tempo para o amor ali. 
Era pura diversão. Risadas bobas, brincadeiras idiotas. 
Ingenuidade, futilidade. Sorriso frouxo.
Pele bronzeada procurando se refrescar na água gelada que insistia em ora ir e vir. 
Na boca: biscoito salgado e água doce.  
Sol, piruetas e sensações.
Ausência de tristeza ou preocupações.
Brisa da maré refrescando o calor do sol.
Testemunhas oculares prestavam atenção nos detalhes, nos olhares, na alegria condensada naquele instante. 
Amigos de uma vida, amigos de verão. 
Todos queriam, precisavam sentir, deviam carregar aquele momento. Ao menos uma vez. 

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Antes de começar eu sabia que o final seria bom



Não esperávamos muito.
Nem queríamos tanto.
Só sair e ver o mundo, por menor que ele parecesse ser.

Ciranda de mãos dadas, lágrimas compartilhadas que secavam instantaneamente. Risadas sinceras.

Felicidade não se resumia a ter. Era um sentimento real. 

Sem noção de tempo. Tudo corria bem devagar. Como se fosse uma cena em stop motion

E estávamos lá: juntos, sem esperar nada.

E a mente nos transportava para todos os lugares, ganhando ares de conto de fadas.

E a sinceridade não doía de ser ouvida. 

Podíamos ser quem quiséssemos, que não havia complexidade, problemas nem preocupação.

Carregávamos a sinceridade e a pureza no olhar. 

Um a um chegando no mesmo tempo como se fosse um chamado silencioso.

Brincadeiras, sorrisos, palavras e rostos felizes.

Queríamos crescer, mas não sabíamos que iriamos desejar, do fundo do coração, voltar.  

Mas o que há para saber é que carregamos ela dentro de nós, na verdade, nunca nos abandonou.

 E lá no fundo, independente de onde paramos, do quanto esquecemos, podemos encontrar a qualquer hora a nossa melhor versão, somar com ela e tentar ser melhor.